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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

GEOGRAFIA DO ESTADO DA BAHIA



ESTADO DA BAHIA

A Geografia da Bahia é um campo de estudo da geografia com foco no estado brasileiro da Bahia, e é também um ramo da geografia da Região Nordeste do Brasil, que por sua vez é da geografia do Brasil. A Bahia está, no que se pode dizer, no ponto sub-colateral leste-nordeste em relação à cidade de Brasília e, ainda, no litoral do país sul-americano chamado Brasil.
Dentre os aspectos geográficos dessa disciplina, é possivel destacar que a Bahia é o quinto estado do país em extensão territorial e equivale a 36,3% da área total do Nordeste brasileiro e 6,64% do território nacional. Além de que de uma área de 564.692,67 km², cerca de 68,7% encontram-se na região do semi-árido, enquanto o litoral sendo o maior maior do Brasil, mede 1.183 km, abriga muitos tipos de ecossistemas, favorecendo a atividade turística por sua rara beleza.

RELEVO

Com 561.026 km² situados na fachada atlântica do Brasil, o relevo é caracterizado pela presença de planícies, planaltos, e depressões. Marcado pelas altitudes não muito altas, o ponto mais alto da Bahia é representado pelo Pico do Barbado, situado na Serra do Guarda Mor, próximo a Catolés, com cerca de 2.080 metros.
Os chapadões, as chapadas e tabuleiros presentes no relevo mostram que a erosão trabalhou em busca de formas tabulares.
Os planaltos ocupam quase todo o estado, apresentando uma série de patamares, por onde cruzam rios vindos da serra do Espinhaço, que nasce no centro de Minas Gerais indo até o norte do estado, e da própria Chapada Diamantina, de formato tabular, marcando seus limites a norte e a leste. O planalto semi-árido, localizado no sertão brasileiro, caracterizado por baixas altitudes.
As planícies estão situadas na região litorânea, onde a altitude não ultrapassa os 200 metros. Ali, surgem praias, dunas, restingas e até pântanos. Quanto mais se anda rumo ao interior, mais surgem terrenos com solos relativamente férteis, onde aparecem colinas que se estendem até o oceano.
Um único recorte no litoral baiano determina o surgimento do Recôncavo baiano, cuja superfície apresenta solo variado, sendo muito pouco fértil em algumas áreas, enquanto em outras a fertilidade é favorecida pela presença do solo massapê, formado por terras de origem argilosa.

Um conjunto de chapadões situados a oeste recebe, na altura do estado, o nome de Espigão Mestre. As planícies aluviais se formam a partir dos rios Paraguaçu, Jequitinhonha, Itapicuri, de Contas, e Mucuri, que descem da região de planalto, enquanto o rio São Francisco atua na formação do vale do São Francisco, onde o solo apresenta formação calcária.

O território do Estado da Bahia se caracteriza por planaltos, tendo em vista que 90% do relevo situa-se acima dos 200 metros. Diversas áreas do estado apresentam altitudes acima dos 900 metros, as quais se concentram na região central e centro-leste do estado. A Chapada Diamantina e os planaltos de Conquista e Jaguaquara são os principais representantes das "áreas altas" do estado. Na Chapada Diamantina, em especial, ocorrem áreas montanhosas (setor Oeste e Sudoeste) e chapadões (setores Leste e Sul) onde as altitudes ultrapassam os 1400 metros, sendo que nas primerias situam-se as maiores elevações do Estado e da Região Nordeste, que são o Pico do Barbado, com 2080 metros, e o Pico das Almas, com 1850 metros.
Já o Vale do São Francisco apresenta altitudes médias de 400m, em função do avançado estágio de erosão fluvial. Esta área rebaixada é ladeada, a Oeste, pelas Chapadas da Serra Geral de Goiás e pelos planaltos relacionados, com altitudes entre 700 e 900 metros em média. A região relativamente baixa, ainda relacionada ao vale do São Francisco, se prolonga pelo norte do estado, junto a divisa com o Estado de Pernambuco.

Pontos extremos

§  Norte: Rio São Francisco (município de Curaçá) - Latitude: 8º32'00'' - Longitude: 39º22'49''
§  Sul: Barra do Riacho Doce (município de Mucuri) - Latitude: 18º20'07'' - Longitude: 39º39'48''
§  Leste: Barra do Rio Real (município de Jandaíra) - Latitude: 11º27'07'' - Longitude: 37º20'37''
§  Oeste: Divisor de águas (município de Formosa do Rio Preto) - Latitude: 11º17'21'' - Longitude: 46º36'59''

Pontos culminantes

Pico do Barbado, com 2.033,3 metros, localizado na Serra dos Barbados, entre os municípios de Abaíra e Rio do Pires (Latitude: 13º17'47'' - Longitude: 41º54'26'').
Pico das Almas, com 1.836 metros, localizado entre os municípios de Érico Cardoso, Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas, na Serra das Almas (Latitude: 13º31'38'' - Longitude: 41º57'51'').
Devido à sua latitude, o clima tropical predomina em toda a Bahia, apresentando temperaturas elevadas, em que as médias de temperatura anuais, em geral ultrapassam os 26°C, entretanto na serra do Espinhaço as temperaturas são mais amenas e agradáveis. Contudo, no sertão, o clima é o semi-árido, em que os índices pluviométricos são bastantes baixos, sendo comum os longos períodos deseca.
Há dinstinções apenas quanto aos índices de precipitação em cada uma das diferentes regiões. Enquanto que no litoral e na região de Ilhéus, a umidade é maior, e os índices de chuvas podem ultrapassar os 1.500 mm anuais, no sertão pode não chegar aos 500 mm anuais.
A estação das chuvas é irregular, consequentemente podendo falhar totalmente em certos anos, desencadeando a seca, que é mais marcante no interior, com exceção para região do vale do rio São Francisco

CLIMA

Devido à sua latitude, o clima tropical predomina em toda a Bahia, apresentando temperaturas elevadas, em que as médias de temperatura anuais, em geral ultrapassam os 26°C, entretanto na serra do Espinhaço as temperaturas são mais amenas e agradáveis. Contudo, no sertão, o clima é o semi-árido, em que os índices pluviométricos são bastantes baixos, sendo comum os longos períodos deseca.

Há dinstinções apenas quanto aos índices de precipitação em cada uma das diferentes regiões. Enquanto que no litoral e na região de Ilhéus, a umidade é maior, e os índices de chuvas podem ultrapassar os 1.500 mm anuais, no sertão pode não chegar aos 500 mm anuais.
A estação das chuvas é irregular, consequentemente podendo falhar totalmente em certos anos, desencadeando a seca, que é mais marcante no interior, com exceção para região do vale do rio São Francisco.

VEGETAÇÃO

Apresenta vegetação típica de regiões semi-áridas com perda de folhagem pela vegetação durante a estação seca. Anteriormente acreditava-se que a caatinga seria o resultado da degradação de formações vegetais mais exuberantes, como a Mata Atlântica ou a Floresta Amazônica. Essa crença sempre levou à falsa idéia de que o bioma seria homogêneo, com biota pobre em espécies e em endemismos, estando pouco alterada ou ameaçada, desde o início da colonização do Brasil, tratamento este que tem permitido a degradação do meio ambiente e a extinção em âmbito local de várias espécies, principalmente de grandes mamíferos, cujo registro em muitos casos restringe-se atualmente à associação com a denominação das localidades onde existiram. Entretanto, estudos e compilações de dados mais recentes apontam a caatinga como rica em biodiversidade e endemismos, e bastante heterogênea. Muitas áreas que eram consideradas como primárias são, na verdade, o produto de interação entre o homem nordestino e o seu ambiente, fruto de uma exploração que se estende desde o século XVI.

Quanto à flora, foram registradas até o momento cerca de 1000 espécies, estimando-se que haja um total de 2000 a 3000 plantas. Com relação à fauna, esta é depauperada, com baixas densidades de indivíduos e poucas espécies endêmicas. Apesar da pequena densidade e do pouco endemismo, já foram identificadas 17 espécies de anfíbios, 44 de répteis, 695 de aves e 120 de mamíferos, num total de 876 espécies de animais vertebrados, pouco se conhecendo em relação aos invertebrados. Descrições de novas espécies vêm sendo registradas, indicando um conhecimento botânico e zoológico bastante precário deste ecossistema, que segundo os pesquisadores é considerado o menos conhecido e estudado dos ecossistemas brasileiros.
Além da importância biológica, a caatinga apresenta um potencial econômico ainda pouco valorizado. Em termos forrageiros, apresenta espécies como o pau-ferro, a catingueira verdadeira, a catingueira rasteira, a canafístula, o mororó e o juazeiro que poderiam ser utilizadas como opção alimentar para caprinos, ovinos, bovinos e muares. Entre as de potencialidade frutífera, destacam-se o umbú, o araticum, o jatobá, o murici e o licuri e, entre as espécies medicinais, encontram-se a aroeira, a braúna, o quatro-patacas, o pinhão[desambiguação necessária], o velame  marmeleiro, o angico, o sabiá, o jericó, entre outras.

A caatinga é uma savana - estépica com fisionomia de deserto, que se caracteriza por um clima semi - árido com poucas e irregulares chuvas, solos muito férteis e uma vegetação aparentemente seca.A vegetação muito reduzida por a falta da água nessa região.

Possui três tipos variados de vegetação, sendo a caatinga predominante sobre a floresta tropical úmida e o cerrado.
A caatinga se localiza em toda a região norte, na área da depressão do São Francisco, e na serra do Espinhaço, deixando para o cerrado apenas a parte ocidental, e para a floresta tropical úmida, o sudeste.
No interior as estações de seca são mais marcantes, com exceção para região do vale do rio São Francisco.
Na serra do Espinhaço as temperaturas são mais amenas e agradáveis.
Os índices pluviométricos no sertão são bastantes baixos, podendo não chegar aos 500 mm anuais. Ali ocorrem comumente longos períodos de seca.

HIDROGRAFIA

O principal rio é o São Francisco, que corta o estado na direção sul-norte. Com importância sinônima, os rios Paraguaçu e o de Contas que somam-se os rios Jequitinhonha, Itapicuru, Capivari, entre outros.

LITORAL

É o estado brasileiro com o maior litoral. Possuindo famosas e belas praias, como a praia de Itapuã, diversas vezes homenageada em músicas e poesias.
No litoral e na região de Ilhéus, a umidade é maior, e os índices de chuvas podem ultrapassar os 1.500 mm anuais.

ECOLOGIA

 Foram criadas 36 Áreas de Proteção Ambiental (APAs), totalizando 128 Unidades de Conservação cadastradas no estado, instituídas por decretos e portarias federais, estaduais e municipais. A incidência das APAs se deve a sua adequação e orientação às atividades humanas sendo mais flexíveis. Considerando os diferentes biomas, cerrado, caatinga e floresta (Mata Atlântica), constata-se que com maior percentual de Unidades de Conservação encontra-se em áreas de florestas devido à sua fragmentação e estado de degradação. As Reservas Particularessurgem como opção de preservação totalizando 46 unidades[1].

Unidades de conservação

Como em todo o Brasil, na Bahia também existem áreas de preservação e conservação, que são geridas pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, protegidas por lei e têm sua função determinada pelas categorias de Proteção Integral e Uso Sustentável, definidas pela Lei no 9.985/00, Sistemas de Unidades de Conservação (SNUC), e uma delas é a educação ambiental. Abaixo estão listados as áreas de conservação e preservação localizadas na Bahia[1].

Além das UCs existentes, há projetos de criação outras áreas para proteger os vestígios de mata atlântica que ainda sobrevivem no sul e extremo sul da Bahia, como Monumento Natural de Pancada Grande na divisa entre os municípios de Ituberá e Igrapiúna com uma área de 613 hectares[2], Refúgio de Vida Silvestre e Parque Nacional de Boa Nova abrangendo os municípios de Boa Nova, Manoel Vitorino e Dário Meira  Área de Proteção Ambiental e Parques Nacional e Estadual do Alto Cariri no limite de Minas Gerais e Bahia[4] e Parque Nacional das Serras das Lontras, Javi e Quati nos municípios de Una e Arataca em 16.520 hectares

PARQUES NACIONAIS

 Através de decretos e portarias federais foram instituídos sete parques nacionais no estado da Bahia[1]. São eles:
O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos fica localizado no arquipélago marinho de Abrolhos, no sul do litoral baiano. Foi o primeiro parque nacional marinho do Brasil.
O Parque Nacional do Descobrimento fica localizado no município de Prado e faz parte dasReservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento. Apesar de ter forte potencial para o turismo ecológico, ainda não está aberto aos visitantes.
O Parque Nacional Grande Sertão Veredas fica localizado entre os estados de Minas Gerais eBahia.
Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba fica localizados entre os estados de Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins. Foi criado pelo IBAMA através do Decreto de 16 de julho de 2002 e com uma área de 729.813,551 hectares.

PARQUES ESTADUAIS

Através de decretos e portarias estaduais foram instituídos três parques estaduais da Bahia[1]. São eles:
O Parque Estadual da Serra do Conduru fica localizado entre os municípios de Ilhéus, Itacaré e Uruçuca e possui 9.275 hectares de área.
O Parque Estadual Morro do Chapéu fica localizado no município de Morro do Chapéu, incluso na bacia hidrográfica do Rio Paraguaçu.
O Parque Estadual Sete Passagens fica localizado no município de Miguel Calmon. Nesse parque fica as nascentes das bacias hidrográficas do Rio Paraguaçu e do Rio Salitre e está incluso também bacia do Rio Itapirucu.

Monumentos naturais

Os monumentos naturais são unidades de conservação de proteção integral, pretende preservar sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica e a Bahia possui dois[1], que são:
O Monumento Natural dos Canions do Subaé está localizado no município de Santo Amaro da Purificação e possui 404,15 hectares de área.
O Monumento Natural da Cachoeira do Ferro Doido está localizado no município de Morro do Chapéu, incluso na bacia hidrográfica doRio Paraguaçu e possui uma área estimada em 400 ha.

ESTAÇÕES ECOLÓGICAS

As estações ecológicas são unidades de conservação que dão preferência ao desenvolvimento de pesquisas científicas[1]. No Estado da Bahia há três.
A Estação Ecológica de Rio Preto está localizada entros os municípios de Formosa do Rio Pretoe Santa Rita de Cássia e possui uma área total de aproximadamente 4.536 ha.
A Estação Ecológica de Wenceslau Guimarães está localizada no município de Wenceslau Guimarães, incluso na bacia hidrográfica do Rio Recôncavo Sul, sub-bacia Rio das Almas ou Jequié) e possui 2.418 hectares de área.
A Estação Ecológica Raso da Catarina está localizada no município de Paulo Afonso e possui 105.282 hectares de área, criado em 2001.

A Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins está localizada nos municípios de Jaborandi e Cocos e possui 128.521 hectares de área, criado em 13 de dezembro de 2002.

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL

Porém, este patrimônio encontra-se ameaçado. A exploração feita de forma extrativista pela população local, desde a ocupação do semi-árido, tem levado a uma rápida degradação ambiental. Segundo estimativas, cerca de 70% da caatinga já se encontra alterada pelo homem, e somente 0,28% de sua área encontra-se protegida em unidades de conservação.
Em 2010, no primeiro monitoramento já realizado sobre o bioma, constatou-se que a caatinga perde por ano e de forma pulverizada uma área de sua vegetação nativa equivalente a duas vezes a cidade de São Paulo. A área desmatada equivale aos territórios dos Estados do Maranhãoe do Rio de Janeiro somados. O desmatamento da caatinga é equivalente ao da Amazônia, bioma cinco vezes maior.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, resta 53,62% da cobertura vegetal original. A principal causa apontada é o uso da mata para abastecer siderúrgicas de Minas Gerais e Espírito Santo e indústrias de gesso e cerâmica do semiárido. Os dois estados com maior incidência de desmatamento deste tipo de bioma são Bahia e Ceará [1][2].
Estes números conferem à caatinga a condição de ecossistema menos preservado e um dos mais degradados conforme o biologo Guilherme Fister explicou em um recente estudo realizado na Universidade de Oxford.
Como conseqüência desta degradação, algumas espécies já figuram na lista das espécies ameaçadas de extinção do IBAMA. Outras, como aaroeira e o umbuzeiro, já se encontram protegidas pela legislação florestal de serem usadas como fonte de energia, a fim de evitar a suaextinção. Quanto à fauna, os felinos (onças e gatos selvagens), os herbívoros de porte médio (veado-catingueiro e capivara), as aves (ararinha azul, pombas de arribação) e abelhas nativas figuram entre os mais atingidos pela caça predatória e destruição do seu habitat natural.
Para reverter este processo, estudos da flora e fauna da caatinga são necessários. Neste sentido, a Embrapa Semiárido, UNEB e Diretoria de Desenvolvimento Florestal da Secretaria de Agricultura da Bahia aprovaram o projeto "Plantas da Caatinga ameaçadas de Extinção: estudos preliminares e manejo", junto ao Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), que tem por objetivo estudar a fenologia, reprodução e dispersão da aroeira do sertão, quixabeira, imburana de cheiro e baraúna na Reserva Legal do Projeto Salitre, Juazeiro, Bahia. Este projeto contribuirá com importantes informações sobre a biologia destas plantas e servirá de subsídios para a elaboração do plano de manejo destas espécies na região.
Cerca de 930 espécies vegetais são encontradas somente na caatinga baiana, sendo 320 exclusivas [2].
Na Caatinga vive a ararinha-azul, ameaçada de extinção. O último exemplar da espécie vivendo na natureza não foi mais visto desde o final de 2000. Outros animais da região são o sapo-cururu, asa-branca, cutia, gambá, preá, veado-catingueiro, tatu-peba e o sagui-do-nordeste, entre outros

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